Qualidade de vida do idoso é prioridade para Quércia
Caros amigos do blog, hoje li um artigo muito interessante que trata sobre o papel do idoso na nossa sociedade. O texto foi publicado no blog Lady Rasta, que é escrito pela advogada e blogueira Flávia Penido, e aborda como a terceira idade vem sendo excluída pelas novas gerações, que fascinadas com a possibilidade de prolongar cada vez mais a juventude, acabam por deixar de lado toda sabedoria adquirida pelos mais velhos ao longo de toda uma vida.
No começo do referido texto a autora cita uma frase de Cícero com a qual concordo plenamente: “Acaso os adolescentes deveriam lamentar a infância e depois, tendo amadurecido, chorar a adolescência? A vida segue um curso preciso e a natureza dota cada idade de suas qualidades próprias. Por isso a fraqueza das crianças, o ímpeto dos jovens, a seriedade dos adultos, a maturidade da velhice são coisas naturais que devemos apreciar cada uma em seu tempo”.
Infelizmente, a experiência da velhice é pouco valorizada no nosso país. O que não acontecia no passado quando a palavra dos mais velhos era importante dentro do ambiente familiar. Mas atualmente, diante dos novos valores, essa opinião é geralmente a última a ser dita e a primeira a ser esquecida pelos mais jovens.

Definitivamente, esse é um problema que me preocupa. Principalmente se pensarmos no idoso aposentado, que não tem família e tampouco atividades a realizar, o que faz com que ele se sinta menos importante do que os demais e sem utilidade para a sociedade.
Quando fui governador apoiamos inúmeros projetos do Fundo Social de Solidariedade que beneficiaram a terceira idade com atividades culturais e cursos de reciclagem. Como foi também o Centro de Orientação e Informação aos idosos, cujo objetivo era identificar aqueles com experiência educacional, vocacional e lazer para encaminhamento ao mercado de trabalho, um tipo de ação que vem sendo bem executada pelo Centro de Referência do Idoso, da prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado.
Esse tipo de trabalho, sem dúvida, faz com que o idoso continue a fazer parte da sociedade e se sinta motivado a repassar aos mais novos toda sua experiência de vida.
Costumo dizer que o idoso, independente de sua formação, adquire ao longo dos anos uma sabedoria capaz de preencher uma biblioteca inteira. E essa biblioteca existe, basta olhar ao nosso redor que ela está pronta para ser explorada. Resta escolher um livro e lê-lo. Acredito que a valorização do idoso no Brasil é um tema que deve ser debatido com mais freqüência pela sociedade. Por isso gostaria de ouvir a opinião de todos vocês.
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