Rádio toca músicas nacionais e incentiva cultura brasileira
Historicamente, muito se discutiu o encerramento do meio radiofônico, em especial com a chegada da televisão ao Brasil. A presença da imagem, em meados dos anos 50, foi a coqueluche da época, mas o áudio das emissoras de rádio se manteve no imaginário dos ouvintes.
Modelos e tamanhos são os mais diversos. Companheiro das donas de casa, amigo nos momentos infernais de trânsito ou até nas partidas de futebol, o rádio se coloca presente no cotidiano dos mais diversos públicos, oriundos das mais diversas classes sociais.
Pertencente à história das FMs brasileiras, a rádio Nova Brasil FM conquistou o público nestes dez anos de sucesso. Na frequência da extinta Manchete FM – rede que surgiu a partir de outorgas concedidas por governos militares à família Bloch, com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Brasília e Recife, a trajetória da emissora começa sua escrita no início deste século, com o empreendedor Orestes Quércia.
Nova fase
Enquanto muitos discutiam o fenômeno internet, e outros analisavam a queda de audiência e de faturamento das rádios AM e FM, Orestes Quércia e sua diretoria formatavam um novo produto de mercado, a Rádio Nova Brasil FM.
Com larga experiência no meio radiofônico, Luiz Calmon, atual diretor artístico da Nova Brasil, através de pesquisas conseguiu identificar um potencial desse segmento da MPB. “Através de um trabalho de pesquisas com o meio artístico iniciado no começo dos anos 90, identificamos a necessidade de um produto especial com MPB. Com isso projetamos a Nova Brasil, que tinha como destaque uma plástica especial dentro de uma FM, algo inovador para a época.”
A segmentação a um estilo musical nacional teve a aceitação do público e dos artistas. “Se não tivesse a Rádio Nova Brasil FM, talvez o canal de divulgação dos novos artistas fosse muito complicado. Recebemos diariamente um grande número de material de artistas, que passam por um processo de seleção, antes de serem inseridos na programação. É importante analisar o artista como um todo, para ver se segue o perfil da emissora”, explica Calmon. “É difícil quantificar, mas avalio que cerca de 80% dos nomes da chamada nova geração da MPB passaram pela Nova Brasil”, acrescenta.
Com sua expertise no assunto, Calmon analisa este atual momento da música nacional. “Hoje se produz muito mais do que no passado. A qualidade também é muito melhor, e os nomes surgem por todo o país. Também importante nesses últimos anos foi a mudança do consumidor musical, que busca pela qualidade musical”, conclui. Em resumo, uma rádio que prima pela inovação e pela criação de produtos especiais.
Entrevista Davi Brandão










